09/01/2018 às 19h12min - Atualizada em 09/01/2018 às 19h12min

Idoso de Presidente Getúlio doa seu tempo e talento para levar alegria aos pacientes do hospital da cidade através do som do violino.

Dedicação para tornar a vida do outro melhor

Colunista Ananda Back

 

Aos 86 anos,o descendente de imigrantes Suíços e Alemães, Carlos Hoppe,o "Seu Hoppe" como é conhecido, esbanja disposição e vai uma vez por semana a um lugar nada convencional. O destino é o Hospital Maria Auxiliadora,de Presidente Getúlio. 

Sempre às terças-feiras a visita é aguardada com muita ansiedade por todos. As portas se abrem, o silêncio típico de um hospital logo ganha um novo sentido e se transforma em um ambiente mais agradável. Aos poucos a melodia suave e elegante do violino contagia os corredores. Os olhares procuram o som clássico e inconfundível, que acalma a alma e o coração, a melodia que  encanta  os ouvidos dos pacientes,familiares e funcionários.

De quarto em quarto, é possível sentir como é tão forte a emoção e o poder da música. A canção fascinante feita por Carlos Hoppe leva sorrisos aonde antes havia tanta dor e angústia.  O clima de alegria em meio a lágrimas,vai fazendo do timbre mágico e doce do violino,o remédio da felicidade.

Os pacientes que não conseguem se levantar do leito,tem a oportunidade de ouvir o idoso tocar  a canção preferida com carinho ao pé da cama. Além disso,todos que prestigiam as apresentações  podem ajudar a escolher o que querem escutar.

Nessas horas mais difíceis que é a internação,os pacientes e familiares agradecem a Hoppe pela imensa dedicação e amor.

Já dizia  o cantor e compositor Paul McCartney: “Eu acredito que a música pode curar. As pessoas encontram paz na música." Para o filósofo Platão: " A música dá alma ao universo, asas à mente, vôos à imaginação, consolo à tristeza e vida e alegria a todas as coisas.”  Para a Psicóloga Márcia Ramos de Azevedo de Rio do Sul,o som do violino harmoniza o ambiente, além de ser eficaz para restabelecer a paz e o bem-estar dos pacientes hospitalizados.

"O dito popular que diz: quem canta seus males espanta, é verdadeiro pois, a música alivia as tensões diminuindo a ansiedade e alguns ritmos, relaxam os músculos e liberam serotonina e dopamina,neurotransmissores responsáveis pelas sensações da felicidade e do prazer", disse Márcia.

A rotina de  esforço,doação e solidariedade de Hoppe já dura mais de  30 anos. E se depender dele, o idoso violinista não vai parar tão cedo.  "Enquanto Deus me der a  vida, essa será a  minha missão", conta o sorridente aposentado. 

Além da dedicação ao violino e a flauta, o idoso faz consertos de relógios, profissão que exerce há mais de 60 anos. E a bondade  e empenho de  Carlos Hoppe não para por aí,pois a pontualidade do relógio da Igreja Luterana  do município também depende do trabalho do aposentado.  Além da paixão pela música e pelos relógios,  a literatura também faz parte deste gigante coração que sempre quer fazer o bem.

Com sabedoria, violino afinado em mãos e sempre bem-humorado, Hoppe é um exemplo de que não tem idade para a solidariedade.

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