22/03/2018 às 18h11min - Atualizada em 22/03/2018 às 18h11min

Conheça o bom exemplo do Recanto da família Águida, em Ibirama, que ajuda na preservação das nascentes.

Por: Ananda Back

A água é o elemento de extrema importância que deu origem e sustenta a vida no planeta. No entanto, a comemoração desta data deixa um alerta para todos nós. Segundo a ONU, em 2050, dois bilhões de pessoas sofrerão com a escassez de recursos hídricos. Em Ibirama, uma família está dando um bom exemplo na preservação da água e da natureza. É o Museu Ecológico e Recanto da Família Águida, localizado no Ribeirão do Salto, a 2 quilômetros da BR 470.  Por aqui, a água é abundante e límpida. São duas nascentes de água potável protegidas.  

Nos últimos anos, no dia 22 de março,quando é comemorado o Dia Mundial da Água, mais de 300 estudantes da Rede Municipal de Ensino de Ibirama e de Lontras participam de atividades de conscientização, feitas na propriedade. É uma verdadeira aula prática em meio à natureza.  Através de um passeio pelas trilhas do recanto, passando pelas nascentes, e até por um ribeirão, os estudantes tem orientações sobre a importância da água para a sobrevivência humana e também muita diversão.
Saiba mais sobre o Museu Colonial e Recanto Ecológico:

O Museu Colonial e Recanto Ecológico foi criado por Antônio de Águida com a ajuda da esposa Ana, há 16 anos. Eles se mudaram da cidade de Campos Novos para Ibirama no dia 18 de outubro de 1975.  Trabalharam na lavoura, depois com a produção de leite, de suínos, de frangos e hortifrutis. Esse acervo histórico dos costumes e da cultura da região oferece aos visitantes vários produtos coloniais, artesanato, brinquedos e miniaturas, trilhas para caminhadas e também café colonial com muita comida deliciosa.

Os quase 20 hectares da propriedade abrigam cerca de 240 variedades de espécies de árvores, que podem ser vistas nas duas trilhas, uma que é de 50 metros e a outra que é de 500. No local, os visitantes podem apreciar ar puro, lagoas, pássaros e diversos animais, como faisões e até porquinhos do Peru.  No acervo quase tudo pertenceu a Antônio ou a família dele, algumas coisas foram doadas, a maioria ele usou, comprou ou guardou pra mostrar para as gerações futuras. Antônio contou que criou o museu por achar que a história da agricultura na região estava um pouco esquecida. Quando criança, ele queria ter vários objetos e brinquedos, porém não havia condições de comprá-los. Mas ele não desistiu, continuou sonhando e o desejo se transformou em habilidade. Águida fabrica miniaturas e brinquedos como máquinas antigas, rodas d’água, máquinas de serraria, carrinhos e vários utensílios.

No museu, há um espaço que foi reservado para mostrar a evolução dos meios de transporte no Brasil, como o carro de boi, barco e até uma Maria Fumaça. A canga veio da Alemanha e têm 180 anos. Aqui tem até um espaço que mostra em miniaturas, a evolução de como funcionavam as indústrias antigamente. Além disso, algumas peças também mostram a evolução do fogão de lenha. Panelas antigas pratos, copos antigos também ganharam um espaço especial. As roupas que mesmo com vários remendos duravam por muitos anos e até os sapatos de madeira ainda estão no guarda-roupa.  Quadros com pinturas que contam a história do Brasil enfeitam as paredes. E tem mais: a coleção de pedras do seu Antônio. 

No museu há um fóssil, encontrado em Taió, que segundo um geólogo alemão, foi criado há mais de 600 milhões de anos. No total, são mais de mil objetos, cada um deles com muita história para contar, uma verdadeira viagem ao passado. O idoso acredita que mais de 40 mil pessoas visitaram o lugar, alunos, professores, turistas nacionais e até internacionais. 

As visitas podem ser agendadas pelo telefone (47) 98811-3263.

Link
Relacionadas »
Comentários »
Anuncie Aqui!
Marketing Digital e Alcance de Qualidade
Atualizações diárias